O Carro

Apresentando nosso parceiro de viagem

Depois que decidimos qual o modelo de carro queríamos, começamos a pesquisar as opções disponíveis para venda.

Com cerca de 2 meses de pesquisas conseguimos encontrar um do jeito que queríamos: bem conservado, pouco rodado e de uma cor que gostássemos. Estávamos na estrada retornando da visita a um Defender 110 em Sorocaba quando entramos na internet e encontramos um prata, ano 2004, com menos de 40mil km rodados.  O anúncio havia sido colocado naquele mesmo dia e quando ligamos já haviam três pessoas na fila para ver o carro.  Provavelmente o teríamos perdido se não tivéssemos sido ousados e feito a oferta pelo telefone na hora, mesmo sem ver o carro.

Só no dia seguinte fomos conhecer o vendedor e o carro.  O carro era uma pérola, daqueles que você não acredita nem vendo. Ficamos extasiados ao ver o estado de conservação dele e sentirmos o cheiro do couro ainda no ar quando abrimos a porta – o que seria inimaginável para um carro de 13 anos de idade.  Entregamos o sinal de pagamento e concretizamos o negócio ali mesmo, condicionando-o apenas a algum problema oculto que seria verificado numa revisão em oficina especializada já agendada para o dia seguinte.

Finalizada a burocracia e transferido para nosso nome, o passo seguinte era adaptá-lo para nosso projeto. Já havíamos feito bastante pesquisas sobre projetos mas sentíamos que antes de executar qualquer coisa precisávamos sentir o carro e conhecê-lo melhor. Em dezembro de 2017 partimos com ele em uma viagem longa para o sul do Brasil e para o Uruguai que durou cerca de 20 dias. Quando voltamos já tínhamos chegado a algumas conclusões mas mesmo assim ainda voltamos para as pesquisas daquilo que ainda não tínhamos consenso.

Desenhado o projeto, partimos para o processo de montagem e, para não nos arriscarmos em fazer algo que não tínhamos experiência nem competência, procuramos uma empresa de motorhome para executar nosso projeto.

Antes de deixar o carro para adaptações, trocamos os bancos do motorista e passageiro e encomendamos a barraca de teto. Entre Fevereiro e Abril de 2018 a adaptação do Roots foi sendo executada e ao longo desses 3 meses nos deslocávamos quase que todo o fim de semana de São Paulo para Araquari para acompanhar os detalhes. Aprendemos bastante e foi muito gratificante poder acompanhar a mudança.

Focamos na autonomia e na funcionalidade interna, sem nos descuidarmos da estética. Colocamos uma bateria estacionária com boa capacidade de armazenamento, quatro caixas de armazenamento de água, um tanque extra de combustível, um alternador potente, redundância em bomba de água, uma boa geladeira vertical e armários/compartimentos internos pensando em acessibilidade e ergonomia.

Assista o vídeo abaixo, que mostra o resultado da adaptação e como nosso companheiro Roots ficou ao final.

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